Prefácio à segunda edição de Mutirão: Ajudua Mútua no Campo, 2025 por
Erahsto Felício
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Estamos há quase setenta anos do lançamento de Mutirão: formas de ajuda mútua no meio rural, título original da obra de Clóvis Caldeira — sua primeira edição data de 1952. É de se perguntar qual o sentido, para além da história e da memória, de nos dedicarmos à leitura de um livro que descreve e analisa um Brasil campesino que há muito já se foi. Em nossos tempos observamos frases como “o futuro é ancestral” ecoar das falas e textos de pessoas que olham a modernidade do capitalismo com desconfiança, no melhor dos casos, e, no pior deles, com raiva. O declínio das complexas e diversas sociedades rurais, abandonadas como sinais do retrocesso, mostrou uma sociedade metropolitana ávida por um futuro que seduzia com tecnologias, mas entregava exploração e destruição ambiental em níveis jamais imaginados. Se o futuro for de fato ancestral, como agora nos explicam intelectuais oriundos das mais diversas culturas subalternas de nosso país, entender hoje as saídas possíveis ao mundo do trabalho imposto pelo capital será, sem dúvida alguma, compreender como trabalhamos coletivamente antes. Mutirão é um dos melhores registros possíveis em nossa biblioteca do trabalho solidário, coletivo e comunitário dos povos no Brasil.
O tempo em que Caldeira escreveu sobre o trabalho coletivo do campesinato, de indígenas e quilombolas brasileiros, é sem dúvida outro. Sua pesquisa se deu ao longo da década de 1940. A própria divisão regional — a qual o autor se baseia para dividir parte do seu texto — não existe mais. A proposta de divisão política regional do Brasil como conhecemos hoje data de 1969, na qual existem as regiões nordeste, norte, centro-oeste, sudeste e sul. Quando Cadeira escreveu o livro, estávamos diante da divisão proposta pelo IBGE de 1941, em que tínhamos ainda uma região leste no Brasil que contava com a Bahia, o Sergipe (leste setentrional), o Espírito Santo, o Rio de Janeiro e o Minas Gerais (leste meridional). Os editores da versão atual, intitulada Mutirão: ajuda mútua no campo, mantiveram o livro segundo a divisão geográfica original do período em que a pesquisa de Caldeira se deu, a fim de manter evidente, além de outras coisas, também a historicidade do texto. Porém, se a concepção de divisão política do espaço mudou, o que podemos falar do uso desses espaços?
O latifúndio ainda não se auto-intitulava agro, o extenso êxodo rural entre as décadas de 1940 e 1970, que aumentou de 32% para 56% a população urbana, não tinha ainda tornado o país majoritariamente urbano e, naquelas quadras, o Brasil parecia sonhar deixar de ser um fazendão e se industrializar. O assalariamento rural não era uma realidade geral e a mecanização estava longe de chegar à maior parte do país. Passávamos por uma primeira ditadura, o conhecido regime do Estado Novo de Getúlio Vargas, e, após, passamos não somente por uma ditadura civil-militar, mas também pelo desmonte do projeto nacional de desenvolvimento e por um projeto de neoliberalismo avassalador, que minou diuturnamente a vida em comunidade do Brasil. Antes de atacar com centralidade o trabalho organizado e a organização dos trabalhadores, o capital precisou se dedicar a desorganizar a vida comunitária que emergia nas brechas da formação desse país. E essa história é a história da jura de morte do mutirão.
Mutirão, puxiron, adjunto, batalhão, adjutório, trabalho mútuo, como queira chamar, é a associação livre do povo para realizar tarefas laborais de forma colaborativa e sem remuneração. O leque de assistência desse trabalho coletivo sempre foi imenso. Poderia ser desde a manutenção e fabricação de rodagens, construção e reforma de casas, colheita, plantio, abertura da mata para fazer roçagem, instalação de cercas, produção de pastagem, captura de gado perdido nas matas, juntar o gado para ferrar ou vacinar, fiação, tecelagem, cuidar de mulher prenha e outros cuidados de saúde do indivíduo comunitário. Nesse livro, Clóvis Caldeira busca por uma possível gênese dessas tradições entre colonizadores, povos pretos e povos indígenas. O autor não possui um parecer para ofertar ao leitor sobre que povo garantiu a existência de uma ou outra tradição de trabalho comunitário no país, mas a sua investigação consegue nos desvelar relevantes testemunhos que saltam os olhos, seja pelas semelhanças, pela diversidade regional e de práticas ou pela profundidade dos laços construídos entre e internamente às comunidades.
O livro é feito por uma gama de pesquisas bibliográficas, cartas e depoimentos de gente que convivia diretamente com os mutirões, material que lhe fez possível recolher cantos, aspectos ritualísticos e até mesmo a percepção sobre o declínio da tradição nas regiões. Uma de suas testemunhas diz, a respeito do mutirão, que “a cordialidade é o traço dominante do trabalho. O auxílio mútuo é a norma aceita por todos”. Em um Brasil campestre, com baixo incremento de maquinário na agricultura e com precária relação monetária, a ajuda mútua era evidente elemento indispensável para o bom convívio e para a superação das adversidades. Esse, inclusive, é um dos aspectos mais formidáveis do texto de Caldeira. Embora tenha escrito em um momento de entusiasmo com a modernização brasileira, o autor não olha para a implementação das relações burguesas de produção no campo como se fosse um meio de escapar do retrocesso. Ele olha com desconfiança para esse momento histórico, em que o assalariamento ou outras formas de monetização do trabalho começam a chegar aos montes. Essa perspectiva se entristece quando o autor relata sobre a experiência comunitária do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, no Crato (CE), que foi interrompida violentamente, sem nos deixar saber como efetivamente vivia aquela comunidade, fruto exclusivo do trabalho mútuo. Como é afirmado ao longo da obra, essas novas formas de dominação popular ajudaram no desmonte dos mutirões, e nada do que lemos nas páginas que se seguem nos indicam que a financeirização do trabalho foi uma novidade a ser comemorada. Diferente de quem pensou nas relações salariais como uma superação das relações de servidão e da própria força da escravidão, Caldeira apostou no trabalho mútuo, pois era o próprio meio, construído pelos de baixo, para escapar do passado colonial.
O desuso destas práticas é mais acentuado nos lugares em que a economia monetária, resultante das facilidades de venda de produtos agrícolas, vai substituindo as relações econômicas tradicionais, caracterizadas pela produção para consumo próprio e permuta do excedente entre os do grupo local. (p. 101)
Contudo, creio que há razões urgentes para ler essa obra hoje, pois ela é maior do que um testemunho crítico de sua época. Se no tempo de Caldeira o trabalho coletivo era o que tornava possível a organização dos povos para seguirem vivos junto à terra, de lá para cá seu territórios foram tomados pelo capital e, ao mesmo tempo, seu avanço diminuiu o modo de produção sensivelmente à necessidade da existência de comunidades conectadas à vida na terra para exclusivo fins de lucro de uma minúscula parcela da sociedade. O modelo do agronegócio abriu mão de ter uma classe de campesinato subalterna para formar operários que manejam maquinários que tornam o lucro possível diante da baixa folha salarial do empreendimento. Só que isso não se fez sem que se impusesse uma forma de produzir que degradasse o solo, destruísse os biomas e, exatamente nesse mesmo tempo que vivemos, ameaçasse a vida humana de todo o planeta. É possível que restabelecer as condições de vida para nós signifique nos empenharmos social e politicamente na regeneração de biomas e, consequentemente, em uma produção agrícola que respeite todas as vidas da Terra. E se isso for essencial — e acreditamos que sim —, a agroecologia integral será, sem qualquer dúvida, a ferramenta fundamental, sendo impossível pensá-la e praticá-la sem o trabalho coletivo.
Você, leitora, leitor, há que ser advertido que está diante de um livro de um homem em seu tempo. Há aqui e acolá contradições, perspectivas de evolução social, alguns preconceitos e, claramente, uma ignorância sobre os conteúdos étnicos, seja de indígenas seja de africanos. Assim como faltam testemunhos de mulheres na pesquisa de Caldeira. E isso por si causa uma percepção muito dura e determinista ao se mencionar um comportamento comum de todas as mulheres em uma dada situação. Citando J. Figueiredo Filho sobre a região do Jaguaribe no contexto do trabalho coletivo das fiandeiras, Caldeiras reproduz o seguinte:
O homem pode esquecer o dia perdido na faina agrícola de outro. Já foi compensado com a boa convivência. A mulher jamais perdoa a tecedeira que não paga o compromisso do adjunto. (p. 120)
Há, com isso, uma visão mediada por um outro testemunho masculino que sentencia a ideia de que os homens compensam com a boa convivência enquanto as mulheres não perdoam. Embora não sejam muitos os casos desse tipo, fica claro o impacto que a ausência de testemunhos femininos causam à obra.
Em outra passagem, ao comentar, sobre povos da Ilha de Marajó, cita Abguar Bastos, que afirma que os mesmos “já haviam atingido o estágio da barbárie e portanto eram superiores a quaisquer outros do Brasil selvagem” (p. 69). Ou seja, parte de seus referenciais bibliográficos ainda olhavam para as diferenças culturais na perspectiva da evolução social. Ao comentar sobre a tradição africana de mutirões, o autor escreve que os Hotentotes são “povos menos desenvolvidos do que os Bushmen” 1(p.80). Ora, o argumento evolucionista foi base fundante do processo da colonização em África, que auxiliou a consolidar genocídios e as mais torpes violências. Não nos parece caber tal discursividade, nem em 1952 e tampouco em 2025. A própria forma de olhar para os indígenas, determinando-os como precários, aparece ao longo do texto de diferentes modos, um deles pode ser o julgo da escassez, como se, por se deslocarem de um lado para o outro entre territórios, algo lhes faltassem (p.69). Sem compreensão da complexidade das relações entre os povos amazônicos, ou mesmo de que o bioma da Amazônia foi pelo menos parcialmente plantado pelos povos originários, Caldeira chega a afirmar que é “ritmo monótono de vida a que condena o isolamento geográfico” (p. 110) dos povos desta floresta tropical.
Essas advertências não desejam desencorajar a leitura dessa importante obra, que possui um vasto repertório de experiências de trabalho coletivo e um esforço à síntese sobre uma dimensão sociológica, qual falta em qualidade e quantidade na atualidade. Ao contrário, elas são alertas de um momento histórico que, com o debate constante empenhado pelas lutas de diferentes grupos sociais subalternos de nosso país, vem sendo e deve continuar se alterando. As pesquisas na contemporaneidade, em virtude da necessidade de eficiência do uso do tempo, são frequentemente desencorajadas a se debruçar em processos comuns. Não seria exagero dizer que essa é uma condição que se estende por todo o território nacional. Seja em migalhas na história, seja numa etnologia com foco em estudos de casos, sentimos enorme falta de estudos com a amplitude necessária para trazer um debate como o que Caldeira faz erguer com o Mutirão..
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Atuando há alguns anos em meio a territórios da Teia dos Povos e trabalhando muito próximo de sua expansão para outros estados além da Bahia e do Maranhão no período da pandemia de COVID-19, comecei a me dar conta como um dos desafios colocados na política territorial que vivemos é, sem dúvida alguma, um certo esvaziamento do campo e problemas ligados ao trabalho e a geração de renda. Como libertar um território do domínio do capital sem o retorno dos adjutórios, puxirões, mutirões ou roubo do trabalho? Mesmo numa prática agroecológica com bom uso de maquinários agrícolas (motosserra, motopoda, roçadeira, triturador, etc), ainda até onde alcançamos conhecer na prática, é impossível fazê-la sem o concurso de boa gente em trabalhos coletivos. Com o aparente declínio das tradições de mutirões e, em alguns territórios, possivelmente quase extintas, reinventar as formas de construção política para tomar a terra e torná-la território passou, sem dúvida alguma, por olhar para essa sabedoria ancestral e repensá-la para o futuro.
Foi assim, por exemplo, que no Assentamento Terra Vista (Arataca-BA) se constituiu uma experiência chamada cooperação simples, na qual se formavam grupos de assentados em que uma vez por semana e em revezamento um grupo se reunia para trabalhar na área de um dos membros de seu grupo ou mesmo de outros. Uma outra experiência de trabalho coletivo que surge como uma reminiscência dessa tradição é o projeto “Da semente ao prato”, que reunia o povo periférico da Ocupação Vila Resistência, localizada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, para plantar no Assentamento Carlos Marighella, produzindo uma troca de saberes agroecológicos entre campo e cidade. Mais longe, na Serra do Ororubá, em Pesqueira (PE), o povo Xukuru reconstruiu sua agricultura tradicional e criou o Centro de Agricultura Xukuru do Ororubá (CAXO), onde começaram um longo processo de regeneração do território, retomado dos latifundiários, em cuja centralidade também mantinha-se o trabalho comunitário. Não muito distante, o coletivo Águas Potiguara das Aldeias do Tambá e do Forte recuperou rios com as próprias mãos por meio de diversas reuniões de trabalho coletivo que buscavam resgatar suas águas ancestrais, na Terra Indígena Potiguara, situada na Baía da Traição (PB).
Reinventar o trabalho coletivo tornou-se uma tarefa política urgente. O liberalismo nos impôs a concepção de mérito individual e jogou a responsabilidade pela manutenção da vida para o campo da subjetividade una, apartada do social, marginalizando a experiência de viver coletivamente. Porém, a casa comum, o planeta Terra, a Vida, não obedece a mecânica do capital e da obtenção do lucro. Todo processo de individualização das condutas nos trouxe à catástrofe política, climática, ambiental e social que vivemos. Certamente, sua terapêutica não pode ser baseada nas premissas do exclusivismo. É a partir disso que devemos pensar a relevância contemporânea dessa obra. Pois nessas páginas encontraremos um repertório de políticas territoriais promovidas nos mais distintos rincões desse país, que podem ainda hoje lançar luz à necessária retomada das terras pelos povos, do trabalho coletivo para regenerar os biomas e para produzir alimentos saudáveis e condições de vida digna na Terra.
Uma das práticas tão bem descritas pelo autor é a do roubo ou do roubo do trabalho. Essa prática, conheci por testemunho de minha finada avó, Maria Benícia, que presenciou, entre as décadas de 1930 e 1940, na altura de onde hoje é o município de Ibicuí (BA), seus familiares se reunindo para roubar o trabalho de algum vizinho que se encontrava necessitado. Ela contava que seus familiares passavam pela roça de alguém, que sabiam que estava em dificuldade — faltando uma cerca, sem conseguir arrumar um telhado, com algum familiar doente —, e ficavam reparando nos trabalhos que precisavam ser realizados. Então, pediam para alguém fazer uma visita do tipo “como quem não quisesse nada” e descobrisse se tinha um leitão em tempo de abate, uma cabra com boa carne ou o que fosse para poder fazer uma boa comida em grande quantidade. Se houvesse, preparavam o roubo. Era um momento ritualístico, feito na madrugada, com bandeiras, fogos etc., e o anúncio do roubo ocorria como se fosse para dar um grande susto no vizinho. Se ele aceitasse o roubo do trabalho, ele deveria providenciar a comida e a bebida para todos. Se ele fosse contra, então era amarrado pelos companheiros em uma algazarra que demonstrava a determinação da comunidade em ajudar independente de sua opinião. Vó Maria presenciou isso em casa alheia e na sua. Dizia que seu avô, às vezes, suspirava pedindo que alguém lhe roubasse o trabalho para ajudar sua família em situações difíceis. Ela explicava que, em muitos casos, se colocava um leitão na engorda prevendo que ele poderia atrair o roubo. Era uma relação comunitária profunda que ficou guardada em sua memória, mesmo com 80 e 90 anos. Quando ela lembrava da tarefa de abertura da Mata Atlântica e do perigo das onças cantava: “a onça morreu o mato é nosso / com a filha da onça eu seu que eu posso / eu sei que eu posso, eu sei que eu posso / a onça morreu e o mato é nosso”. A narração de vó Maria se encaixa com perfeição na descrição de Caldeira e, após ter consultado agora amigos da região de Ibicuí, soube que essa memória ainda é viva entre os mais velhos, sem que, contudo, haja qualquer registro da prática viva, acontecendo.
Para quem mantém caminhada de luta junto aos povos, sabe-se que a memória sempre foi uma ferramenta primordial para buscar e encontrar a vitória. Em muitos momentos decisivos da história as forças que lutam contra o capitalismo, o racismo e o patriarcado tomaram rumos que ignoraram a experiência popular dos povos. Parte das esquerdas não aprenderam com a experiência histórica de pessoas muito humildes, talvez por não verem neles o devir emancipador que se esperava do pensamento político contra-hegemônico. Quantas categorias políticas dos povos perdemos? Quantas formas de organização social deixamos de aprender, que poderiam nos ter dado saídas às crises políticas que vivemos? Se dissermos que, ao desmatar um bioma como a Amazônia ou a Caatinga, poderemos perder a cura para doenças gravíssimas à humanidade, quantas mais terapêuticas perderemos ignorando o brado do passado, sobre suas múltiplas formas de vida e de luta?
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Seja pelo volumoso acervo de experiências recolhidas e analisadas pelo autor, seja por sua inquietude diante de uma prática cara à luta popular atualmente, Mutirão é um livro essencial para quem está em luta junto dos povos indígenas, quilombolas, sem terras, extrativistas, ribeirinhos, pescadores e de toda sorte de gente que insiste em viver em comunidade. Hoje, em 2025, nos encontramos no futuro temerário que foi imaginado por Clóvis Caldeira, no qual a mecanização e o assalariamento em massa quebravam o trabalho coletivo. Bom, nós podemos acrescentar uma outra variável: o quase completo abandono do campo.. Temos conclamado, em nossos textos e em nossas falas públicas, de toda a Teia dos Povos, para a reapropriação de nossas gentes nas cidades, sobretudo nas periferias, à terra. Só que não poderemos levar os maus costumes individualizantes da cidade capitalista para o campo então: limpemos nossos pés antes de entrar,que possamos nos reorganizar na terra desde o princípio do puxirão, do mutirão, do batalhão!
O mutirão segue sendo um meio essencial para quem ainda hoje se encontra em luta por terra e território! Que as palavras que se seguem possam se reunir às boas ideias revolucionárias, aos melhores valores do enfrentamento à violência do capital, ao amor profundo à humanidade e à determinação pelo cuidado da Casa Comum e juntos fazerem o melhor adjutório pela boa vida, a da luta social!
- Provavelmente se trata do povo khoisan, povo de língua do tronco banto, que se dividiam entre cois e boximanes, localizados entre Angola, Botsuana e Namíbia. ↩︎
