Posted on: 11 de maio de 2024 Posted by: bruno Comments: 0

Às pessoas desterritorializadas;

Às famílias desabrigadas;

Aos núcleos de base;

Aos elos da teia;

Às bases de apoio;

Às Teias de outros estados;

Com respeito e benção das nossas mais velhas e mais velhos, manifestamos aqui o nosso apoio e nos solidarizamos com as vítimas de mais um desastre colonial que está ocorrendo no Rio Grande do Sul. A tragédia afetou diretamente muitas comunidades espalhadas pelos diversos territórios do estado. Comunidades indígenas, quilombolas, assentamentos e periferias perderam suas plantações, casas, construções e tiveram as suas estruturas fragilizadas ou, em vários casos, completamente destruídas. 

Mesmo as cheias tendo alcançado gravemente a muitos povos e deixado centenas de famílias desabrigadas e em real insegurança alimentar, parte do apoio para as pessoas afetadas está vindo de povos e comunidades tradicionais territorializadas. A solidariedade organizada nos mostra mais uma vez a importância da terra, da autonomia e da soberania dos territórios para a nossa sobrevivência.

São muitos territórios afetados, ou pela enchente diretamente, ou pela falta de abastecimento de alimentos e água potável. Está sendo uma árdua luta para dar conta das demandas emergenciais da população, luta que seguirá adiante na reconstrução das casas ou na realocação de pessoas para locais que permitam a mínima dignidade. São os territórios e a rede de solidariedade que oferecem o suporte que o Estado e as grandes empresas nunca deram para o povo.  

Além de terem sido atingidas diretamente pelas chuvas, as comunidades estão fortalecendo seus vizinhos e o entorno, acolhendo pessoas e ofertando mantimentos, a partir das mínimas condições de autonomia presentes em cada território.  

Essa é a hora de demonstrarmos que somente a união entre nós é capaz de transformar realidades de dor e sofrimento. É preciso que nos unamos a fim de, coletivamente, recuperarmos aquilo que foi perdido. É fundamental garantirmos a segurança das vidas que hoje se encontram em perigo por conta do ecocídio Capitalista que segue em curso.

Por isso, a Teia dos Povos lança esta campanha de solidariedade, com o objetivo de dar conta das demandas emergenciais, reestruturar os territórios atingidos e viabilizar a construção de autonomia hídrica e energética dos povos. Refazer roças e moradias, entregar sementes e água potável, cuidar das estruturas hídricas disponíveis nos territórios, entre outras ações e demandas que já são ou ainda se mostrarão necessárias. 

Ajude a reestruturar e fortalecer os territórios que compõem a Teia dos Povos: aldeias indígenas, quilombos e demais comunidades tradicionais. Para que possamos continuar tecendo a luta por terra e território no Rio Grande do Sul e ao mesmo tempo ampliando a rede de solidariedade que tem se formado entre a população.

Contamos com a sua colaboração.

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