Posted on: 1 de maio de 2023 Posted by: Teia dos Povos Comments: 0

01 de maio, População das Águas

Num data importante como a de hoje, para que a chama de nossa luta se mantenha viva, queremos lembrar que há 09 luas atrás, Encantados, Ancestralidade, Águas e Ventos os trouxeram ao território sagrado Pesqueiro, Quilombola e Afroindígena Conceição de Salinas, a fim de construir e realizar como parte, não meros participantes, a VII Jornada de Agroecologia da Bahia, no período de 30 de janeiro a 03 de fevereiro de 2023. Reunindo mais de 2 mil pessoas, entre elas povos originários, extrativistas, pescadores/as, agricultores/as, sertanejos/as, quilombolas e militantes de lutas urbanas e rurais pela terra, povos de terreiro, cristãos católicos e protestantes, mestres de saberes, Elos e Núcleos da Teia dos Povos da Bahia e de outros estados, além de servidores comprometidos com os povos, como o procurador Federal Dr. Ramiro e outros. Somando força também com essas outras Teias de Povos que crescem pelo Brasil, contamos com a presença de organizações, coletivos, grupos de estudos, cientistas/acadêmicos, estudantes e lideranças de todas as partes do mundo.

Assim, sabendo que a realização da VII Jornada só foi possível vista a importante contribuição das comissões, além da presença dos elos e núcleos que se somaram nos mutirões de construção, registramos a importância de cada um e cada uma e, além disso, destacamos a efetiva e necessária contribuição das comissões, em nome de: Jeane, James, Luiza e Giulia (pedagógico/ recepção/acolhimento), Marcos, Guilherme e Erick (banheiros secos), dona Mira e Aniele (saúde), Deysi e Solange (articulação política), Mara, Milly e Mira (feira dos povos), Henrique (científico), Rafique, Bruno e Helevi (comunicação), Cobra Mansa e Taata Sobode (segurança), Kriscia e FAQUIR (terreiro lúdico/ciranda), Del, Ninho, Bantu e Gleidisson (infraestrutura), Líslia e Rebeca (limpeza) e toda a Juventude que se manteve mobilizada antes e durante o processo do evento. Como nossa “alegria e força vêm das tripas” como afirma os Tupinambá, é importante agradecer às diversas comissões de cozinha, especialmente a do território que se dispôs a nos receber antes, durante e depois da Jornada oferecendo o melhor dos frutos das Águas e da Terra. Além disso, agradecemos também, nas figuras de Kênia e Neto Onirê, a todas e todos aqueles que se somaram na construção da Jornada desde 2021 mas não puderam estar presentes no evento.

Na pessoa da professora Geri Augusto que celebrou seus 74 anos na VII Jornada, registramos e agradecemos as dezenas de pessoas que contribuíram nas mesas de diálogos, grupos de trabalhos e oficinas.

Agradecemos também aos Mestres e Mestras da Teia dos Povos, nas figuras de Mestra Maya, Mãe Zezé, Mestra Nádia, Maria Abade, Dona Japira, Marizelha, Carlinhos e Cacique Juvenal que com suas sabedorias nos orientaram e guiaram nos diversos desafios dessa caminhada, também nos apontando caminhos para a construção de um novo mundo possível. Cabe fazer destaque a significativa liderança de Mestre Joelson na orientação da Teia. 

Além disso, somos gratos à participação de todas as delegações presentes: Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão, e as demais Teias em construção, dos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e Goiás; aos diversos movimentos, organizações e povos presentes: Articulação das Mulheres Pescadoras, Articulação da Juventude, Escola das Águas, Grupo de Produção Familiar União MAVE, Associação Quilombo Engenho da Ponte e todos os Quilombos presentes, MPP, MONAP, CONFREM, Rede de Mulheres da CONFREM, MPA, MST, MSTB, MLT, CETA, Fórum Popular da Natureza, Tupinambá, Pataxó, Pataxó Hã Hã Hãe, Kiriri, Payaya, Guerém, Fulni-ô, Aticum, Quebradeiras de Coco, Geraizeiras, Fundo e Fecho de Pasto, FAQUIR, Nzo Caxuté, Onzo Mukumbi, Ilê Axé Odé Omí Ewá, e aos terreiros, Igrejas e grupos culturais da Comunidade de Conceição, como o Afoxé Pai João e Ilê Axé Oya Bagan; aos elos GAJUP, LEDOC, Cartografia Social UFRB, AATR, GEOGRAFAR, grupo Costeiro e GAIA; e órgãos estatais e instituições parceiras: FioCruz, ICMBio no Iguape, MPF, Secretarias do Estado, UFRB, IFBA e IFBaiano, UNEB, Bronw University, Gambá, e de modo especial a CESE, Fundo Casa e chefia de servidores da Reserva Extrativista do Iguape na pessoa de Vinícius. 

Por fim, agradecemos, também, a toda a comunidade de Conceição de Salinas por sua acolhida e cuidado constante, por nos permitir entrar em suas rotinas, abrirem suas casas, por doarem alimentos, por honrar suas Ancestrais e não negar a fama de povo acolhedor. Nossa gratidão também, aos territórios quilombolas do Guaí, Ilha de Maré, Graciosa e Engenho da Ponte, que desde o início foram fundamentais nessa grande construção. Essa é a expressão da unidade entre os povos.

No Rio e no mar, Pescadores/as na luta! 

Nos açudes e barragens, pescando a liberdade! 

Hidronegócio, resistir! 

Cerca nas Água, derrubar! 

Na unidade Ancestral que buscamos, atenciosamente, 

População das Águas.

Elionice Conceição Sacramento

Coordenação Ampliada APAQCS

Marizélia Carlos Lopes 

Representação da Articulação das Mulheres Pescadoras

Edielso Barbosa

Representante Articulação da Juventude

Geane de Jesus

Representante da Escola das Águas

Gesiani Souza Leite

Representante da Rede de Mulheres da Confrem

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